Como fazer jejum evangélico

Para o evangélico, fazer jejum é uma prática comum. Mas de onde veio esse jejum evangélico?

Trata-se de algo muito familiar para os judeus, que observam um jejum rigoroso no Yom Kippur (“Dia da Expiação”). Os muçulmanos jejuam do nascer ao pôr do sol durante o mês do Ramadã e os crentes de outras religiões também praticam formas de jejum.

 

Desde o início do cristianismo, Católicos Apostólicos Romanos jejuam várias vezes durante o ano eclesiástico, especialmente na época pré-Páscoa da Quaresma. Os Padres do deserto ensinaram aos Cristãos que o pecado tem origem nas paixões humanas. Para eles, se mortificar não seguindo os desejos da carne, era a forma de nos tornarmos fortes e nos livrarmos dos pecados.Os Cristãos ortodoxos também jejuam durante a Quaresma e  se esforçam para não comer carne e laticínios. Esta prática – eliminando formas específicas de comida da dieta – é uma das várias formas diferentes de jejum encontradas na Bíblia.

 

Outra prática comum é não comer nada enquanto continua a beber líquidos. O Evangelho de Lucas observa que durante um jejum de 40 dias, Jesus “não comeu nada e depois, quando acabou, estava com fome”.

Alguns eliminam tanto alimentos sólidos quanto líquidos, como no jejum de três dias de Paulo após sua conversão na estrada de Damasco. Esta forma estrita de jejum não é para iniciantes e nunca deve exceder três dias, disse ele. No Monte Sinai, diz-se que Moisés sobreviveu a um jejum de 40 dias sem comida ou bebida – o que seria claramente milagroso.

 

Como fazer jejum evangélico

 

Crentes iniciantes em jejum devem buscar orientação dos mais experientes e até mesmo de médicos, pois é fato que Deus não quer que ninguém prejudique sua própria saúde.

 

Na última década, o interesse em disciplinas espirituais como o jejum está em alta entre muitos protestantes, incluindo evangélicos e aqueles em movimentos pentecostais ou “carismáticos”.

 

Existe um interesse crescente em espiritualidade entre todos os tipos de pessoas – pessoas dentro das igrejas e pessoas de fora delas também. O Nobel de medicina Mark Mattson – chefe do Laboratório de Neurociência do Instituto Nacional de Envelhecimento e professor na Universidade Johns Hopkins – concluiu em pesquisas que longos períodos sem se alimentar podem trazer diversos benefícios ao cérebro, que em ocasião de fome fica mais ativo e gera uma série de reações como melhorar a conexão entre os neurônios favorecendo a concentração, capacidade de aprendizado e a memória.

 

Mas lembre-se, o principal para fazer um jejum evangélico é ter o compromisso de cumpri-lo almejando a presença e proximidade de Deus.

 

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